Hungria, Irlanda e Polónia juntam-se a França na tentativa de impedir a Comissão Europeia de chegar à maioria dos Estados-Membros na votação (por maioria qualificada) para aprovar o acordo UE-Mercosul, nesta sexta-feira, em Bruxelas.
Emanuel Macron afirmou esta semana que a França é favorável ao comércio internacional, mas “o acordo UE-Mercosul é um acordo de outra época, negociado há demasiado tempo com base em fundamentos demasiado antigos”, em declarações às agências internacionais.
Aguarda-se mais um dia de protestos de agricultores em Bruxelas e outras capitais europeias ao longo desta sexta-feira, até que este tema, directamente relacionado com a Política Agrícola Comum (PAC), seja votado na Comissão Europeia.
Em particular, Portugal
Ainda mais preciso, Nuno Serra, secretário-geral da Confagri (Confederação das Cooperativas Agrícolas e de Crédito Agrícola), advertiu que ao aceitar a proposta da Comissão Europeia para a chamada PAC Pós-27, “estaremos a aceitar a subversão dos princípios orientadores da mesma.”
A representar Portugal no Comité Europeu Económico e Social (EESC), Nuno Serra havia já afirmado que “os nossos agricultores devem reivindicar uma PAC que torne o sector agroalimentar mais resiliente, rentável, competitivo, inovador e sustentável.”
Desde outubro, em representação da Confagri e de Portugal, o representante português tomou posse no EESC como membro do grupo de trabalho Organizações da Sociedade Civil, na área da Agricultura.
