E que ajudam a compreender 2025
Por Raquel Azevedo *
À medida que 2025 chega ao fim, a Europa reflecte sobre um ano marcado por tensões políticas, debates climáticos, migrações, desigualdades e mudanças sociais profundas. Num contexto de incerteza mas também de reinvenção, o cinema volta a ser uma ferramenta privilegiada para interpretar o tempo presente.

Selecionámos cinco filmes europeus — clássicos recentes ou títulos que ganharam novo significado — que sintetizam os grandes temas que moldaram este ano. São obras que iluminam debates urgentes e revelam, com sensibilidade, os dilemas e esperanças que atravessam o continente.
“A Queda do Império Americano” (2019), França/Quebec — Denys Arcand
A sátira social de Denys Arcand regressa ao centro das conversas neste fim de ano. Num 2025 marcado pelo aumento das desigualdades e pela desconfiança em relação às instituições, o filme funciona como um comentário afiado sobre capitalismo, precariedade e ética pública.

“As Bestas” (2022), Espanha/França — Rodrigo Sorogoyen
O confronto entre modos de vida e interesses económicos encontra em “As Bestas” uma representação brutal e profundamente humana.
“Fallen Leaves” (Folhas Caídas, 2023), Finlândia — Aki Kaurismäki
Kaurismäki oferece uma resposta minimalista e luminosa ao desencanto contemporâneo.
“Fremont” (2023), Europa/EUA — Babak Jalali
Aborda temas centrais de 2025: migrações, pertença e reconstrução emocional.

“Europa” (2022), Itália/Suíça — Haider Rashid
Retrata as fronteiras europeias e as histórias invisíveis de quem as tenta atravessar.
Um espelho para 2025
Estes cinco filmes oferecem mais do que entretenimento: funcionam como espelhos sensíveis das transformações que marcaram o ano.

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