Argentina funda o seu primeiro Partido Cooperativo em Buenos Aires

Foi anunciada esta semana a constituição formal do Partido Cooperativo de Buenos Aires, com toda a intensidade sentimental que caracteriza a política argentina. Os fundadores do partido têm todos origem em organizações cooperativas e movimentos sociais, e sua Junta Promotora é liderada pelo dirigente Mario Carrera, do distrito Floréncio Varela, província de Buenos Aires.

Esta representação política denomina-se “o braço político do cooperativismo”, inspirados pelo histórico Partido Cooperativista Inglês, e afirmam que a sua missão é “proclamar ao povo argentino e a toda a América Latina o início de um tempo de digno esforço para recuperar a Pátria.”

O Conselho de Administração das Juntas Promotoras tem representantes dos distritos de Florêncio Varela, Quilmes e Berazategui, onde o presidente Mário Carrera é acompanhado pelas vice-presidentes Teresa Escobar, do distrito de Quilmes, e Miriam Crucero, do Conselho Promotor do distrito Berazategui, dentre outros. Conheça a lista completa aqui.

O partido procurará “construir uma sociedade equitativa, uma economia, uma cultura de cidadania solidária e amiga”, segundo o seu Secretário de Relações Exteriores, José Yorg, que acrescenta, em contraposição à “barbárie governamental neoliberal e neofascista que implica a destruição de valores e culturas fraternas”.

A fundação do partido é resultado do esforço do “think tank” Fórum do Poder Político Cooperativo Latino-Americano, um espaço onde personalidades empresariais e académicas vêm discutindo uma “estratégia político-organizacional para analisar, debater e propor linhas políticas para construir o Poder Cooperativo” no Sul da América.

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Marcelo de Andrade
Editor do Diário 560. Jornalista e Fotojornalista há 35 anos.

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