O extenso título escolhido pelo Grupo Parlamentar do Partido Socialista para intitular a Audição Pública, que terá lugar na terça-feira, manhã do dia 10 em Lisboa, já antecipa a complexidade da questão: “A Economia Social em tempos de incerteza: Que escolhas políticas para o presente e o futuro do sector?”
O Auditório José Gomes Motta, na Fundação Mário Soares-Maria Barroso, dá abrigo a dezenas de representantes de entidades da Economia Social (EES) nacional, para abordar como ultrapassar a decisão do governo AD-PSD em abandonar a participação do Estado na CASES e as suas consequências.
No debate, estarão à mesa Manuel de Lemos (Confederação Portuguesa de Economia Social), Pe. Vítor Melícias (ex-presidente do Montepio Geral, UMP, OBESP), Graça Rojão (Coolabora) e Juan Antonio Pedreño, presidente da Social Economy Europe.
O sector académico estará representado por Deolinda Meira (ISCAP), José Alberto Pitacas (CIRIEC Portugal), Marta Silva (Largo Residências/ Sou Largo Cooperativa) e Jorge Gomes (Youth Coop).
A decisão do governo deu origem a uma carta aberta assinada em poucas semanas por centenas de IES e a uma petição parlamentar. O modelo da CASES é apontado como boa prática internacional. Até o próprio governo reconhece que contribuiu para o desenvolvimento da Economia Social e das suas organizações.
A sessão de abertura estará a cargo de Eurico Brilhante Dias, presidente do Grupo Parlamentar do PS e a audição pública terminará com a intervenção do Secretário-Geral do PS.
