A Confederação das Cooperativas Agrícolas e de Crédito Agrícola (Confagri) enviou um comunicado ao governo, onde manifesta a sua “disponibilidade em colaborar com as autoridades competentes na identificação das necessidades mais urgentes, na avaliação de prejuízos e na criação de medidas que permitam ultrapassar e mitigar todas as dificuldades causadas por estes eventos de extremos.”
Na sequência da enorme destruição provocada pelas tempestades Ingrid, Joseph e Kristin – que afectaram de forma particularmente severa o sector agrícola nacional -, a Confagri solicitou ao governo a implementação urgente de medidas de apoio extraordinário e a realização de um “levantamento rigoroso dos prejuízos sofridos pelos agricultores, cooperativas e demais agentes da cadeia agroalimentar.”
Estes fenómenos climáticos extremos originaram perdas significativas em culturas permanentes e temporárias, a destruição de infraestruturas agrícolas, danos em equipamentos e a interrupção da atividade produtiva, comprometendo seriamente a sustentabilidade económica e o normal funcionamento das explorações agrícolas.
Face à dimensão dos estragos e à incapacidade de resposta individual por parte dos produtores afectados, a Confagri considera indispensável uma intervenção célere do governo, nomeadamente no sentido de:
- Proceder a uma avaliação dos prejuízos em todas as regiões afectadas;
- Atribuir apoios financeiros para o restabelecimento do potencial produtivo;
- Implementar medidas de flexibilização administrativa e fiscal;
- Prorrogar os prazos de cumprimento de declarações obrigatórias e de candidaturas em curso;
- Reforçar os instrumentos de gestão de risco para o sector, face aos cada vez mais recorrentes fenómenos climáticos extremos que prejudicam o sector.
A Confagri expressa, ainda, a sua solidariedade para com os agricultores, cooperativas e toda a população que enfrenta, neste momento, grandes perdas materiais e, sobretudo, humanas.

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