A primeira Conferência Regional Centro das Cooperativas de Moçambique teve lugar dias 29 e 30 de Abril, sob o lema Cooperativismo como ferramenta de desenvolvimento económico sustentável, inclusão social e integração produtiva.
Dezenas de cooperativas, das associações produtivas do sector privado, ou entre grandes empresas, universidades, instituições públicas e financeiras, estiveram à discussão na vila de Gandola, na província de Manica, para o fortalecimento dos movimentos cooperativos da região.
Na mesma semana, o Conselho de Ministros do país aprovou a regulamentação da Lei 23/2009 (Lei Geral das Cooperativas), onde estabelece as normas de organização, funcionamento e os procedimentos administrativos, aplicáveis a todas as cooperativas já em atividade, em todos os ramos.
“Olhamos para esta conferência como uma plataforma para debater soluções, reforçar parcerias e traçar estratégias que garantam sustentabilidade e prosperidade das nossas cooperativas”, disse Francisca Tomás, governadora de Manica.
Tornar as cooperativas um instrumento produtivo sustentável e gerador de receitas públicas através de diferentes atividades económicas, foi o principal objectivo da conferência. “Temos uma necessidade de que as nossas políticas públicas tenham por base o cooperativismo”, afirmou António Mangerene, um dos oradores, em declarações à TVM.
O Conselho Empresarial Provincial de Manica havia já considerado positiva a reorganização das cooperativas, como um instrumento que “vai trazer mais empregabilidade, sobretudo para mulheres e jovens.”
