O Conselho de Ministros aprovou nesta sexta-feira medidas que abrangem o apoio aos viticultores do Douro em crise e às cooperativas.
Já o primeiro ministro Luís Montenegro anunciou medidas fiscais como o apoio extraordinário ao gasóleo agrícola, nos mesmos moldes do apoio que vigorou até ao final de Junho.
Idalino Leão, à frente da Confederação das Cooperativas Agrícolas e de Crédito Agrícola considerou o apoio ao gasóleo colorido “insuficiente”, em declarações à comunicação social durante a AgroSemana – Feira Agrícola do Norte [na foto, com o ministro da Agricultura].
Também o secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, em visita à AgroSemana, afirmou que o governo está a lucrar com os combustíveis.
“O Governo está a ganhar dinheiro com os impostos sobre os combustíveis. Está a ganhar nove cêntimos em cada litro de gasóleo e está a ganhar seis cêntimos em cada litro de gasolina”, afirmou Carneiro aos jornalistas.
Viticultores do Douro
Os viticultores da Região Demarcada do Douro que não consigam escoar a produção na campanha vitivinícola de 2026-2027 terão acesso a um apoio extraordinário ao rendimento, até 12 milhões de euros.
Durante as declarações após a reunião do Conselho de Ministros, do ministro Leitão Amaro justificou o apoio com o facto do Douro ser uma região com “características únicas relativamente à paisagem onde a produção é realizada, o que torna muito mais difícil a substituição por outra cultura”.
O ministro da presidência afirmou ainda que esta medida será acompanhada pelo lançamento de uma linha de crédito de 100 milhões de euros para as cooperativas de todo o país, como foi anunciado anteriormente pelo ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes.

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