“Si no te gusta cómo están las cosas, ¡cámbialas!”
Jim Rohn
Por José Yorg, o cooperário *
Na minha condição de Professor Adscripto da Cátedra Optativa II Cooperativas da FAEN-UNaF e impulsor e executor da proposta da Pedagogia Bioceánica, tive uma reunião institucional na Reitoria da Universidade Nacional de Formosa com representantes da Rede Universitária da Rota da Integração Latinoamericana (UNIRILA).

O encontro, desenvolvido em um clima cordial e construtivo, permitiu intercambiar considerações sobre os desafios académicos que semeia o processo de integração regional e, particularmente, a nova realidade territorial que representa o Corredor Bioceânico.
Durante a reunião, assumi o compromisso de entregar documentação académica, dentre estas o meu “Informe de Avanço Inicial de Adscrição Docente e de Investigação”, apresentado à secretaria académica, junto com contribuições vinculadas à Pedagogia Bioceânica e a ideia-força do “Contador Bioceânico”, voltada a incorporar esta nova realidade territorial na formação dos futuros profissionais da FAEN-UNaF.
A documentação e as contribuições que forem feitas serão levadas em consideração pela reitoria, deixando plantada a possibilidade de avançar institucionalmente em uma linha de trabalho vinculada à formação universitária e aos desafios que abrem a integração bioceânica.
Um diálogo que abre questões
Em nossa modesta análise, o encontro constitui, em si mesmo, um dado significativo: a questão bioceânica começa a ingressar no diálogo académico institucional da UNaF .
E isso abre uma interrogação que excede amplamente a reunião: Pode uma universidade permanecer com as mesmas categorias formativas quando o território no qual está inserida está a experimentar transformações profundas?
Porque quando muda o território, também é necessário mudar o olhar com o que uma universidade o interpreta e como forma os seus profissionais.
O encontro não produziu, por enquanto, decisões institucionais concretas. Mas permitiu trazer ao diálogo as dimensões que precisam ser encontradas: por um lado, a representação universitária vinculada ao processo de integração latino-americana – UNIRILA -; por outro, uma experiência académica e cooperativa que vem sendo desenvolvida a partir do território por meio de investigação, formação, elaboração conceptual e propostas concretas de intervenção.
“Nunca acredite que algumas pessoas que se preocupam não podem mudar o mundo. Porque, de facto, essas são as que sempre mudaram.”
Margaret Mead
Nesse sentido, a possibilidade de articulação plantada não deveria ser entendida como a simples incorporação de uma actividade maior, mas também como a oportunidade de vincular a universidade, o território e a integração regional a partir de uma perspectiva formativa capaz de antecipar os novos cenários.
A questão bioceânica não pode permanecer exclusivamente no plano das representações formais, dos discursos ou das declarações institucionais. Exige pensamento, investigação, formação profissional e presença territorial.
A partir desta perspectiva, a experiência que se impulsa na FAEN-UNaF, particularmente ao redor da formação do futuro Contador Bioceânico, adquire uma dimensão que transcende uma iniciativa individual ou académica isolada. Semeia um desafio maior: que a Universidade seja capaz de acompanhar, fortalecer e integrar processos concretos que contribuam para preparar Formosa para os desafios da integração regional e do desenvolvimento futuro.
Talvez este é o verdadeiro sentido deste diálogo: não falemos sozinhos sobre o Corredor Bioceânico, mas comecemos a questionar, que universidade precisa Formosa para participar activamente na nova realidade que esse corredor está construindo.
¡En la fraternidad, un abrazo cooperativo!

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