Futuro do modelo de cooperativas de habitação condicionado pela banca

Até ao final deste semestre o Estado português poderá dar sinal verde às garantias de financiamento para o arranque de um projecto de Arrendamento Acessível de Modelo Cooperativo, a exemplo do que pretende a câmara de Matosinhos.

Para Isabel Santos Silva, diretora de Habitação do Banco Português de Fomento, esse é o período necessário para que a instituição apresente uma proposta técnica ao governo, que vá de encontro às necessidades das cooperativas.

A informação foi avançada nesta quarta-feira, na Antiga Fábrica Vasco da Gama em Matosinhos, durante a Conferência “Habitar Portugal”, sobre Cooperativas de Habitação, onde esteve presente o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.

O grau de risco do investimento é um dos maiores entraves ao avanço de novos projectos de base cooperativa, e sobre o qual Manuel Tereso, presidente da Federação das Cooperativas de Habitação Económica (Fenache), alertou para uma responsabilidade diferente de até então.

O envolvimento das autarquias foi salientado como essencial por Carlos Mouta, número dois do concelho, em referência ao Programa de Apoio à Habitação Cooperativa de Matosinhos, que propõe uma resposta articulada entre o Estado, os municípios e o sector cooperativo.

Ainda sobre o legado e a também a própria “reinvenção” do cooperativismo de habitação, agora diante da necessidade do arrendamento acessível, foi abordado com apreensão por Manuel Tereso e por Joaquim Pequicho, presidente da Confederação Cooperativa Portuguesa (Confecoop).

O evento foi provomido pela Notícias Ilimitadas (JN, TSF, Notícias Magazine, Evasões e O Jogo), que assegurou os moderadores dos debates, e mais a Associação dos Municípios Portugueses, com o Alto Patrocínio da Presidência da República.

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Marcelo de Andrade
Editor do Diário 560. Jornalista e Fotojornalista há 35 anos.