Entidades da ES pedem reforma e reforço da CASES

A presidente da Animar, umas das entidade fundadoras e cooperantes da CASES, afirmou que a associação recebeu a notícia da saída do Estado da CASES com “profunda surpresa e apreensão”, sublinhando a ausência de diálogo e de auscultação prévia.

Célia Pereira, da Animar, foi ouvida no dia 14 de janeiro de 2026, numa audição na Assembleia da República, que reuniu as entidades cooperantes e fundadoras da Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES), com o objectivo de analisar a decisão do Governo de extinguir esta estrutura.

A responsável alertou para os “riscos de fragmentação institucional e de perda de coerência estratégica num momento em que se discute a definição de uma Estratégia Nacional para a Economia Social.” Alguns representantes admitiram para algumas necessidades na CASES, nomeadamente “uma perceção de maior proximidade ao sector cooperativo”.

Luís Alberto Silva, o presidente da União das Mutualidades Portuguesas (UMP), considerou que, independentemente das opções políticas em análise, deveria ter sido promovido um diálogo estruturado prévio com os membros da CASES.

O dirigente defendeu mesmo a continuidade da CASES, destacando a necessidade de uma “reforma profunda” e de um reforço da sua actuação, e reconheceu que os “desequilíbrios não justificam a sua extinção. Pelo contrário, constituem um argumento claro para a correção, reforço e reorientação estratégica da instituição”.

Concretamente, a UMP defendeu uma CASES “reformada e mais equilibrada”, assente em cinco pilares fundamentais: o reequilíbrio efectivo do apoio às diferentes famílias da economia social; o reforço do apoio técnico às entidades, a afirmação da CASES como espaço de diálogo estratégico entre o Estado e o sector; e o reforço da visibilidade pública da economia social.

A Animar, por sua vez, alertou para os impactos na estabilidade organizacional da CASES e na preservação do conhecimento técnico acumulado, defendendo a valorização das equipas e dos instrumentos desenvolvidos ao longo dos anos.

Nesta audição, intervieram, também, o presidente da CASES, Eduardo Graça, e os demais representantes das entidades cooperantes, tendo o requerimento para a sua realização partido do Grupo Parlamentar do PS.

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Conteúdos apurados pela Redacção do Diário 560, com auxílio de colaboradores e agências.