Confagri alerta AR sobre consequências da nova PAC em audiência parlamentar

No âmbito da audição parlamentar na passada terça-feira, 3 de fevereiro, a Confederação das Cooperativas Agrícolas e de Crédito Agrícola (Confagri) alertou os vários grupos parlamentares para a situação lesiva que a proposta da Política Agrícola Comum (PAC) pós-27 representa para o sector agroalimentar.

Na sua intervenção, Nuno Serra, Secretário-Geral da Confagri, lançou o desafio para que “os grupos parlamentares não se demitam de ter uma voz activa na opção que Portugal irá assumir relativamente à proposta da PAC”, sublinhando que “sem uma posição forte e consensual em defesa do nosso sector, Portugal poderá ficar irremediavelmente para trás na corrida pela competitividade”.

Na audição, na sala do Senado, na Assembleia da República, tiveram voz também representantes da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Associação dos Jovens Agricultores de Portugal (AJAP) e Confederação Nacional de Agricultura (CNA), após requerimentos dos grupos parlamentares do Chega e PCP.

A Confagri considera que a actual proposta da Comissão Europeia é a mais “disruptiva e nefasta” para o sector, desde que a PAC foi criada e que “inverte os princípios basilares” de uma Política Comum – passando a dar permissividade a cada Estado-Membro de atribuir o nível de apoio que pretende ao sector agroalimentar.

A Confagri defendeu na Assembleia da República a necessidade urgente de um alinhamento estratégico entre as entidades representativas do sector, o Parlamento Nacional e o governo português, de modo a salvaguardar a competitividade, a coesão e a sustentabilidade da agricultura nacional no quadro europeu e mundial.

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Marcelo de Andrade
Editor do Diário 560. Jornalista e Fotojornalista há 35 anos.