Confagri exorta prioridade ao conselho de ministros em apoio à Agricultura

A Confederação das Cooperativas Agrícolas e de Crédito Agrícola (Confagri) emitiu uma nota à comunicação social endereçada ao Conselho de Ministros, que terá lugar na tarde desta quinta-feira, durante a feira agropecuária Ovibeja, no Alentejo.

Considerando que os combustíveis, a energia e os fertilizantes são indispensáveis à atividade agrícola e representam um factor crítico nos custos de produção do sector agroalimentar, a Confagri volta a defender que este tema deve assumir carácter prioritário na agenda do Governo.

Ontem, na abertura da Ovibeja, o ministro José Manuel Fernandes havia já sido confrontrado com críticas e demandas, nomeadamente a falta de vacinas para combater a doença da “língua azul”, a criação de um verdadeiro seguro de colheitas, o combate ao declínio do montado, a construção de pequenas barragens, e a ligação das bacias do Tejo e do Guadiana.

O desconto de 10 cêntimos por litro no gasóleo verde, anunciado pelo Executivo no final de Março, “revela-se manifestamente insuficiente para compensar os agricultores pelo aumento acelerado dos custos de produção registado nos últimos meses”, segundo a nota.

O presidente da Confagri, Idalino Leão, alerta que não apenas o “risco de abandono da actividade agrícola”, mas também a “perda de competitividade face a Espanha”, e defende a adopção “urgente” de medidas de apoio ao sector agroalimentar, à semelhança do que já aconteceu em 2022 e 2023.

Idalino Leão sublinha que “é urgente responder ao aumento dos custos de produção já no próximo Conselho de Ministros e adoptar soluções céleres”, acrescentando que “não é necessário reinventar a roda: o Governo pode recorrer a medidas já aplicadas no passado e seguir o exemplo do Governo espanhol”.

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