Portugal pede na ONU maior partilha de fundos para o desenvolvimento

Representantes de governos, sociedade civil, sector de finanças e organizações internacionais estão reunidos até esta quinta-feira no Fórum sobre Financiamento para o Desenvolvimento, na sede das Nações Unidas. O secretário de Estado para os Negócios Estrangeiros e Cooperação de Portugal, Francisco André, disse que actuação deve ir além de contribuições monetárias.

O vice-chefe da diplomacia de Portugal destacou o apoio do país ao grupo de resposta à crise global sobre fome, energia e financiamento criado pelo secretário-geral das Nações Unidas para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Melhorar a ambição, a criatividade, as instituições financeiras e o diálogo são propostas que Portugal enfatizou durante o evento.

Com Cabo Verde, Portugal actua em um mecanismo bilateral que aborda a gestão da dívida pública através da possibilidade de transformar em investimento climático. Esse é um exemplo por partilhar com a comunidade internacional, acredita Francisco André.

Ele também esteve nas reuniões internacionais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). “O relatório da OCDE demonstra bem que Portugal é, aliás, um dos poucos países que mantém muito vivo e actual o seu compromisso com os seus países parceiros no continente africano. E não desviou um cêntimo daquilo que é sua actividade em termos de cooperação para o desenvolvimento com os seus parceiros tradicionais”, afirmou em entrevista à ONU News.

Esta semana, Portugal também coordeou a com o Ruanda a publicação do documento final do Fórum. Para o responsável, esta questão demonstra a actuação em favor de consensos em busca de respostas para os países mais vulneráveis.

No Fórum sobre Financiamento para o Desenvolvimento, a ONU enfatiza a urgência global de adoção do Estímulo aos ODS. O apelo do secretário-geral aos países do G20, o grupo das 20 maiores economias do mundo, é que aumentem o financiamento acessível de longo prazo para todas as economias necessitadas em pelo menos 500 biliões de dólares por ano.

(Fonte: ONU News)

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