Índia precisa entrar em acordo com Bangladesh para impedir atividades anti-hindus

Expressando séria preocupação quanto aos ataques severos que aldeãos hindus e templos têm sofrido em Bangladesh, um fórum de cidadãos nacionalistas com base no nordeste da Índia reivindicou fortemente ao governo da União em Nova Déli que negocie com o governo bengali, em Daca.

Em um pronunciamento emitido em 9 de agosto, o fórum Patriotic People’s Front Assam (PPFA, ou Frente do Povo Patriótico de Assão) apontou que todo cidadão patriótico de Bangladesh lutou por sua independência contra o regime colonial britânico e mais tarde contra as brutais forças paquistanesas.

Os bengalis também sofreram pela obtenção árdua de sua independência. Por isso, todos os compatriotas de Bangladesh, independentemente de crenças religiosas, têm o direito de viver uma vida digna, e o governo da Liga Popular de Bangladesh, liderado por Sheikh Hasina em Daca, tem a obrigação de garantir segurança a toda minoria da nação sul-asiática, declarou o fórum.

No mais recente e perturbador episódio, um grupo de criminosos vandalizou seis templos, desfigurou várias estátuas, saqueou lojas e casas de famílias hindus na vila de Shiali, em Rupsa Upazila, localizada em Khulna, no sábado.

Esse episódio teve início a partir de uma procissão de devotas do templo Purba Para até o tempo Shiali Mahasmashan. Conforme as mulheres hindus passavam por um mosteiro cantando o Kirtan, uma forma de cântico devocional, o padre desse mosteiro contestou a passagem da procissão.

Isso ocasionou uma acalorada discussão entre as devotas hindus e o clérigo islamita. Mais tarde, um grupo de islamitas foi à vila de Shiali à noite e profanou os templos onde estavam as estátuas. Outras propriedades pessoais também foram destruídas pelos vândalos.

“Bangladesh não pode se esquecer da contribuição do Exército Indiano durante seu movimento pela liberdade contra a República Islâmica do Paquistão. Após a independência, Bôngobondhu Sheikh Mujibur Rahman assegurou oportunidades iguais a todo compatriota bengali, independentemente de religião ou etnia. Esse princípio não deveria se diluir no medo dos radicais”, opinou o PPFA.

O pronunciamento do PPFA também apontou que quando Bangladesh surgiu, em 1971, todo cidadão do país dominado pelos mulçumanos foi identificado como um compatriota falante de bengali. Porém, os acontecimentos recentes provam que a identidade linguística exclusiva também falhou em prover segurança social, fundamental às minorias religiosas no país.

Por Nava J. Thakuria, jornalista com base em Gauhati, Assão, Índia/Pressenza

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Diário 560
Jornal online especializado em Economia Social

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