U.Porto vai estudar mortalidade dos profissionais de saúde durante pandemia por COVID-19

Por João Fortes / com Assessoria de Imprensa

A Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) vai iniciar um estudo científico para avaliar a mortalidade e morbilidade entre os profissionais de saúde, durante a pandemia por COVID-19, em Portugal.

Segundo os pesquisadores, o conhecimento obtido, será fundamental para aferir os riscos que os profissionais de saúde estão sujeitos e, com isso, melhorar os protocolos de preparação, resposta, atuação e medidas de proteção individual em cenários de pandemia.

O Provida, com foi intitulado o projeto, será desenvolvido em estreita colaboração com as Ordens dos Médicos, Enfermeiros e Farmacêuticos, bem como com outras escolas médicas, sindicatos e unidades de investigação.

[Com o Provida] “pretende-se não só quantificar os eventuais excessos nas taxas de mortalidade entre os profissionais de saúde em comparação com as da população geral, mas também investigar possíveis diferenças nos riscos associados às diferentes especialidades clínicas e a exposições diferenciais dos profissionais de saúde relativamente aos doentes infetados”, explica Altamiro da Costa Pereira, coordenador do estudo e diretor da FMUP.

Neste contexto, serão comparados, principalmente, dados de óbitos durante o período da epidemia com dados de meses congêneres do ano anterior e as médias e tendências de mortalidade dos últimos anos. As associações com as condições de trabalho distinguirão ainda possíveis variações de risco entre diferentes especialidades clínicas, locais de trabalho e eventuais dados de co-morbilidades e crenças, atitudes e comportamentos, e utilização de equipamentos de proteção individual (EPI), tais como máscaras, luvas, batas ou viseiras.

O estudo tentará obter o apoio das organizações profissionais e dos sindicatos de outros profissionais de saúde – como os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica ou os assistentes operacionais – bem como as entidades patronais, os hospitais e as IPSS ou os familiares das vítimas para a obtenção e validação de certos dados. Procurar-se-á ainda contar com a colaboração do Instituto Nacional de Estatística, das Administrações Regionais de Saúde, da Direção Geral de Saúde, dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde e do próprio Ministério da Saúde, de modo a poderem facilitar o acesso a muitos dos dados primários que irão ser analisados.

A recolha, preparação e análise dos dados serão realizadas centralmente por uma equipa multidisciplinar de especialistas experientes, coordenada pelo investigador principal do PROVIDA.

O projeto já conta com apoio da Câmara Municipal do Porto, Centro Académico Clínico do Porto e o patrocínio do Conselho das Escolas Médicas Portuguesas (CEMP).

Os investigadores ou entidades que pretendam dar  contributo de trabalho técnico, científico ou financeiro ao projeto, podem contactar a equipa responsável através do e-mail: provida@med.up.pt.

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Diário 560
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