Tradicional Festa do Avante arranca sem incidentes mas envolta em polémicas

O secretário-geral do PCP Jerónimo de Sousa afirmou na saudação aos visitantes à tradicional Festa do Avante que “querem-nos quietos, confinados, calados e com temor (…) Não queriam, nem querem a festa porque estão conscientes do agravamento da situação económica e social em que setores do capital se vão aproveitar para despedir, cortar salários e direitos”, na abertura desta 44ª edição, envolvida em polémicas políticas, com a pandemia do coronavírus como justificativa.

Através das colunas no recinto e pelas redes sociais, o líder comunista afirmou: “usemos a máscara mas não deixemos que nos tapem os olhos para estar a lutar onde sempre estivemos”. Jerónimo de Sousa criticou ainda a Direção-Geral da Saúde (DGS) por ter imposto medidas “que vão para além das normas exigidas em qualquer espaço comercial, praia, atividade religiosa ou de rua”.

A lotação máxima permitida pela DGS para esta edição da Festa do Avante é de 16.563 pessoas, que arrancou ontem e fecha as suas portas no domingo, na Quinta da Atalaia. Duas mil pessoas por dia é a lotação máxima para o espaço mais emblemático da festa comunista, “Palco 25 de Abril”, onde decorrem os principais concertos e iniciativas políticas.

A Festa do Avante disponibiliza atrações musicais no palco principal, com os Xutos e Pontapés como cabeça de cartaz, e ainda teatro, cinema, feira do livro, debates, ATL e gastronomia tão almejada.

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Marcelo de Andrade
Editor do Diário 560. Jornalista e Fotojornalista há 25 anos.

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