Propostas para a Campanhã passam pela habitação e associativismo

Como residente, conhece bem a realidade da Campanhã, no Porto. Para as cerca de 28 “ilhas” da freguesia, Abílio Resende propõe a intervenção do Estado para dar início às obras destas habitações, e explica.

Os proprietários destas ilhas, na condição de senhorios, “se não têm interesse em tratar das obras ou condições sanitárias” das ilhas às quais são responsáveis, “poderiam fazer parte de um programa do Estado (Câmara ou Freguesia) neste sentido, afirma o morador.

Segundo Abílio Resende, “há muitas casas vazias e disponíveis, por exemplo, no Contumil, no Lagarteiro e mesmo no Cerco”, que são bairros sociais que podem acolher muitos habitantes da Campanhã.

“Mas a questão da habitação na Campanhã tem sido sempre complicada, há muitas famílias que sempre viveram em ilhas e custa-lhes muito sair de lá”, afirma Resende.

Quanto às muitas associações culturais e recreativas da freguesia, Abílio Resende propõe um esforço conjunto da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia para dinamizá-las.

“Muitas destas associações encontram-se paradas, e muitas são o único motor das actividades desportivas e culturais” para a juventude que não tem outra outra alternativa senão as drogas.

“Não apenas um reforço associativo, mas uma formação de apoio técnico aos dirigentes, seja ao nível administrativo ou logístico”, seria uma boa solução, diz Resende.

“Nem falo em coronavírus, os mais velhos precisam de apoio social, e os mais jovens precisam de actividades desportivas e culturais, como um Pólo de Futsal e música”, conclui o morador Resende.

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Marcelo de Andrade
Editor do Diário 560. Jornalista e Fotojornalista há 25 anos.