Presidenciais em Angola: MPLA perde fôlego, UNITA avança e população empobrecida alheia-se

A duas semanas das eleições presidenciais em Angola, os dois mais fortes candidatos estão em campanha política extensa por estes dias, até ao dia 24 de Agosto, data das Eleições Gerais. O actual Presidente da República, João Lourenço, a representar o MPLA confronta Adalberto Costa Júnior, da UNITA.

O Executivo do MPLA veio prometer, este domingo, uma “atenção especial” à indústria pesqueira na província do Namibe, através da implementação de políticas de incentivo, com um aumento da capacidade de captura do pescado, caso vença as eleições.

João Lourenço afirmou que já está a ser feito um trabalho de fiscalização, sobretudo contra a pesca ilegal de frotas estrangeiras. “A pesca ilegal tem os dias contados”, prometeu.

O próximo presidente da República tem se verificado cada vez mais incerto, com o cenário de reeleição do MPLA a perder força. Num país rico em recursos naturais, a maioria da população não tem condições a uma vida digna.

Adalberto Júnior, candidato pela UNITA, apresentou na sexta-feira o seu programa de governo nos arredores de Luanda e agora parte para as províncias rurais. Promete investir no aumento da produção interna, com vista a promoção da exportação de produtos agrícolas.

Diantes de militantes e simpatizantes do partido, Adalberto Júnior justificou a sua aposta com a necessidade de assegurar a dinamização da economia e contribuir ao fortalecimento do empresariado nacional.

O candidato do partido do “galo negro” afirmou a necessidade da redução excessiva da dependência à importação, e aponta para a garantia da segurança alimentar e nutricional como uma das metas para o sector da agricultura do país.

A Assembleia Nacional encerra, esta segunda-feira, o último Ano Parlamentar. O último ano parlamentar da IV Legislatura foi marcado pela conclusão do pacote legislativo eleitoral, que sustenta a realização das Eleições Gerais de 24 de Agosto.

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Marcelo de Andrade
Editor do Diário 560. Jornalista e Fotojornalista há 35 anos.

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