MANIFesta 2022 divulga a Declaração da Covilhã em seu encerramento

A “Declaração da Covilhã” foi aprovada e anunciada ao final da tarde deste sábado, e representa o compromisso de um colectivo de 12 organizações dedicadas ao Desenvolvimento Local. O documento representa o compromisso destes participantes para uma sociedade civil mais organizada.

Reunião de Síntese das propostas da Declaração da Covilhã

Alguns dos pontos deste manifesto defendem, em quatro eixos (Território, Igualdade, Democracia e Ecologia): maior articulação urbano-rural, criar mecanismos para a participação plena de grupos em vulnerabilidade (imigrantes, refugiados, idosos, grupos LGBT), reforçar a democracia participativa (sobretudo com a educação comunitária da prática da cidadania), criar cartas de compromisso autárquico para a educação para a ecologia e a sustentabilidade.

Para Marco Domingues, da Animar, o impacto da volta da MANIFesta reforça “a relação entre as instituições” que trabalham com o Desenvolvimento Local, para “se conhecerem e partilhar experiências. As organizações mostraram que é possível “criar soluções elas próprias, sem estar à espera do poder público. Continuamos a acreditar no futuro”, conclui.

Graça Rojão, da CooLabora, instituição anfitriã do evento, recorda que trata-se do “resultado de dois anos de preparativos através de webnários, devido à pandemia”, mas que o sucesso do evento traz ainda mais aprendizado, “mesmo que algo corresse mal”.

A culinária da Síria foi bastante apreciada

Durante a Assembleia de Jovens, a coordenadora Catarina Taborda surpreendeu-se com as propostas inovadoras, que sequer estavam previstas para discussão, como criar “legislação contra fakenews e bullying nas escolas”, e ainda a criação de “planeamento familiar para homens e jovens, sempre a pensar no combate à violência contra os grupos LGBTs”.

Durante toda a tarde, os debates temáticos voltaram-se para Experiências Inspiradoras, com depoimentos sobre moedas sociais e locais (MOR), turismo cooperativo (Citycoop), desenvolvimento local no Alentejo (Terras Dentro), regerenação de aldeias (RegenErAldeias 2030), combate à pobreza energética (Coopérnico), imaginar bairros feministas (Mulheres na Arquitectura), Coolaboratório de Direitos Humanos (CooLabora), dentre muitos outros.

As oficinas Mãos na Massa envolveram as organizações participantes e a comunidade, com actividades como trabalhos com lã, jogos cooperativos, artes marciais e a “optimix”, uma concorrida oficina de percussão. Ainda no Jardim Público, organizou-se a Feira Troca a Todos, e uma apresentação da Banda da Covilhã.

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Marcelo de Andrade
Editor do Diário 560. Jornalista e Fotojornalista há 35 anos.

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