COVID 19: Dia Mundial da Assistência Humanitária revela números trágicos aos profissionais

Hoje, Dia Mundial da Assistência Humanitária, o mundo homenageia todos os profissionais que actuam na linha de frente para ajudar mulheres, homens e crianças cujas vidas foram afetadas por crises, e em particular no âmbito da pandemia global COVID-19 com números trágicos: 2019 foi o ano mais violento de sempre para os trabalhadores humanitários, com o número de ataques a superar todos os anos anteriores.

Em 2019, um total de 483 trabalhadores humanitários foram atacados, 125 mortos, 234 feridos e 124 sequestrados em 277 incidentes registados. Trata-se de um aumento de 18% no número de vítimas quando comparado com 2018. De acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação Humanitária (OCHA).

Este ano, a ONU (Organização das Nações Unidas) assinala a data com um destaque para as mulheres profissionais humanitárias. “Prestamos uma homenagem especial às mulheres funcionárias humanitárias e à diferença que estas fazem para milhões de mulheres, homens e crianças com necessidades urgentes”, afirmou António Gueterrez, secretário-geral da ONU.

Este é o décimo primeiro Dia Humanitário Mundial, designado pela Assembleia Geral da ONU. Cai no dia do ataque ao complexo da ONU em Bagdá em 19 de agosto de 2003, que custou a vida a 22 pessoas, incluindo o Representante Especial do Secretário-Geral para o Iraque, Sergio Vieira de Mello.

Desde então, quase 5.000 humanitários foram mortos, feridos ou sequestrados, e a década de 2010-2019 experimentou um aumento de 117% nos ataques em comparação com 2000-2009. (Fonte: ONU e OMS)

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Marcelo de Andrade
Editor do Diário 560. Jornalista e Fotojornalista há 25 anos.