Campanha promove entrega do Prémio Nobel da Paz aos médicos cubanos

Há uma campanha dos EUA para atribuir o Prêmio Nobel da Paz de 2021 à Brigada Médica Internacional “Henry Reeve”. Foi lançada no passado 16 de junho.

A campanha foi endossada por intelectuais, artistas, políticos e cidadãos comuns de todo o mundo que reconhecem a excelente contribuição da Brigada para a saúde e vida humana.

Os signatários proeminentes incluem o vencedor do Prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel, o ex-presidente do Equador, Rafael Correa, os actores Danny Glover e Mark Ruffalo, os escritores Alice Walker, Noam Chomsky e Nancy Morejón, os cineastas Oliver Stone e Petra Costa, músico Tom Morello, e o cantor e compositor Silvio Rodríguez, entre muitos outros.

A eles se juntam mais de 10 mil pessoas que já assinaram a petição em todo o mundo e numerosas organizações, incluindo a Via Campesina (Movimento Internacional Camponês), que representa 182 grupos em 81 países.

Estudiantes de medicina continúan con las labores de pesquisas en todo el país. Foto: Abel Padrón Padilla/Cubadebate

Em uma demonstração notável de cooperação internacional, mais de 2 mil médicos, enfermeiros e profissionais médicos de Cuba colaboram em 27 países afectados pelo novo coronavírus, salvando milhares de vidas colocando em risco seu próprio bem-estar.

Estes médicos cubanos estão a prestar assistência neste momento em Andorra, Angola, Antígua e Barbuda, Barbados, Belize, Cabo Verde, Dominica, Granada, Guiné, Haiti, Honduras, Itália, Jamaica, Kuwait, México, Moçambique, Nicarágua, Peru, Catar, Santa Lúcia , São Cristóvão e Nevis, África do Sul, Suriname, Togo, Trinidad e Tobago e Venezuela.

A Brigada Médica Internacional Henry Reeve homenageia um soldado dos EUA que lutou por Cuba durante sua Primeira Guerra de Independência (1868-1878). A Brigada foi formada em 2005, quando os médicos eram desesperadamente necessários na Louisiana após o furacão Katrina.

O governo Bush, no entanto, recusou o gesto de solidariedade e a Brigada foi enviada para responder a desastres naturais na Guatemala e no Paquistão. Em 2005, o primeiro grupo de profissionais era formado por 1.500 médicos e pessoal médico. Nos seus quase 15 anos de história, mais de 7 mil profissionais de saúde fizeram parte da Brigada.

A Brigada recebeu inúmeros prêmios internacionais, incluindo o prestigiado “Prêmio Memorial Dr. Lee Jong-wook de Saúde Pública” da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2017.

Proposta pela primeira vez por grupos europeus, a campanha se espalhou globalmente. O renomado escritor e linguista Noam Chomsky disse que “Cuba é o único país que demonstrou genuíno internacionalismo durante a crise dos coronavírus”.

“Fiquei emocionado ao ver os cubanos, no auge da pandemia, indo para a parte mais infectada da Itália para ajudar a salvar vidas”, disse Medea Benjamin, co-diretora do grupo de paz CODEPINK que co preside o comitê dos EUA que apóia a campanha, juntamente com Alicia Jrapko, do Comitê Internacional para a Paz, Justiça e Dignidade.

“O esforço heróico dos médicos cubanos nessa pandemia não é apenas o conhecimento médico que eles estão trazendo para muitas partes do mundo, mas também sua grande solidariedade e amor pela humanidade”, destacou Jrapko.

A campanha continuará a construir um amplo e diversificado apoio entre todos os sectores da sociedade e a encorajar mais atenção dos media ao programa médico cubano, incluindo elevar a voz dos médicos que se voluntariam para essas missões e dos pacientes que tratam. (Fonte: Pressenza – Foto: Abel Padrón Padilla/Cubadebate)

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Diário 560
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