Banca Ética é alternativa para a economia sustentável

A Banca Ética tem se posicionado como uma alternativa para regenerar a Economia rumo a um modelo de sociedade mais sustentável e respeitosa, numa altura em que os grandes bancos estão enfrentando os custos de décadas de especulação e perdas para os particulares.

De acordo com Marcos Eguiguren, diretor executivo da Global Bank for Banking on Values, citado pela Decoop Chile, a Banca Ética disponibiliza “crédito para a economia real, o que traz muitos mais benefícios para o negócio, em comparação com os grandes bancos.”

Em Portugal, a primeira experiência em Banca Ética está a ser desenvolvida pela Coop 560.

“Esses bancos, com base na sustentabilidade, se dirigem às necessidades reais de empresas e indivíduos, com as comunidades locais como o centro de interesse, e, especialmente, no que se refere ao crédito”, afirma Eguiguren.

O executivo valoriza o apoio que a Banca Ético tem vindo a receber a partir de mercados em desenvolvimento, como o Peru, a Nigéria e a Malásia, com um quadro de regulamentações claramente favorável.

A principal diferença entre o sistema bancário ético e o sistema bancário tradicional é o seu modelo social, que estuda e financia projetos que afetam a economia real. Além disso, se aplica o modelo “triple balance”, o que aumenta o balanço financeiro tradicional pelo qual se rege uma empresa, ao acrescentar mais equilíbrio ambiental e social. Outra distinção é o salário pago aos seus trabalhadores e gestores.

“A Banca Ética concede atualmente 75% dos pedidos de empréstimos.
(Dados da organização Global Alliance for Banking on Values, co-organizadora do Fórum Global da Nova Economia e da Inovação Social – NESI Forum)

Os gestores de topo das empresas do Ibex 35 (índice da Bolsa espanhola) ganham, em média, 96 vezes mais do que os seus empregados, uma desigualdade ultrapassada pela Banca Ética, que tem mantido esta diferença em 5,7%, de acordo com a Oxfam Intermón.

Além disso, a maioria dos accionistas dos bancos éticos são pequenos investidores, contra as grandes fortunas que suportam sistema bancário tradicional, e exigem compensações pelo dinheiro investido.

A fórmula de gestão das entidades do sistema bancário ético é também uma das grandes diferenças com os seus concorrentes tradicionais, uma vez que a direção é atribuída de forma democrática, como em uma cooperativa, e não por meio de um reduzido Conselho de Administração. (Fonte: Decoop Chile)

 

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