Número de interrupção da gravidez cai 10%

(Foto: Cornelius Kibelka/Flickr CC)

Portugal assinala cinco anos sem mortes de mulheres em decorrência da introdução da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) no sistema público de saúde.

Entre 2008 e 2012, nos quatro primeiros anos de vigência da IVG, uma mulher morreu em um procedimento legal e, outra, em um ilegal. Desde então, não foi registrada nenhuma outra morte.

Entre 2001 e 2007, segundo números divulgados pelo jornal Expresso, indicam que houve 14 mortes maternas em decorrência de procedimentos irregulares e que colocavam em risco a vida das mães.

Dados divulgados nesta semana pela Direção Geral de Saúde (DGS), por conta do aniversário de dez anos do referendo que votou a favor da IVG, mostram que desde que a prática foi descriminalizada o número de mulheres que morreram em decorrência do procedimento caiu – está a zero desde 2012 – e o total de interrupções da gravidez em 2015 é 10% menor do que o de 2008, primeiro ano de vigência da lei.

Além disso, o número de mulheres que usam métodos contraceptivos tem aumentado nos últimos anos. O total de IVGs tem vindo a decrescer, apesar de um pico em 2011. No primeiro ano de vigência da legislação, 18.607 mulheres interromperam a gravidez, em 2011 foram 19.921, em 2014 outras 16.180, em 2015 o número caiu para 15.873. Ou seja, entre 2008 e 2015 houve uma queda de 10% nos procedimentos em todo o país.

Estimativas apontam que, antes da legalização, ocorriam, em média, 20 mil interrupções por ano. A legalização da IVG também fez aumentar o uso de métodos contraceptivos. Após a introduçao do procedimento, 95,7% das mulheres em 2015 passaram a utilizar este direito.

Segundo a DGS, a maior parte (mais de sete em cada dez) interrupções de gravidez foram realizadas no serviço público de saúde. De acordo com o órgão, se verificou “redução significativa tanto do número total de complicações como do número de complicações graves a partir de 2008”.

É possível fazer uma IVG até a décima semana de gestação. Em outros países da Europa, o prazo estende-se até a 14ª semana.

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