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Grupo Crédito Agrícola lucra 25,6 ME no 1.º semestre

O lucro do Crédito Agrícola cresceu 16% no primeiro semestre deste ano, para 25,6 milhões de euros, face a igual período do ano passado, de acordo com fonte oficial do grupo.

No negócio bancário, o Crédito Agrícola obteve um resultado líquido de 20 milhões de euros, inferior em 20,3% ao valor registado nos seis meses do ano passado (25,1 milhões de euros), refere o comunicado divulgado pelo grupo. “Esta quebra dos resultados líquidos em 5,1 milhões de euros reflete a redução da margem financeira, em larga medida explicada pelos reduzidos níveis das taxas Euribor”, lê-se no comunicado.

A carteira de crédito (bruto) fixou-se em 8,258 mil milhões de euros até junho, mais 1,8% do que no período homólogo do ano anterior.

No comunicado, o Crédito Agrícola refere ainda que o crédito a empresas e ao setor público administrativo, que apresenta um peso superior a 50% na carteira de crédito global, teve um aumento de 7,8%.

Os recursos de clientes sob a forma de depósitos bancários totalizaram nos primeiros seis meses deste ano 10,7 mil milhões de euros, evidenciando um crescimento, em termos homólogos, de 5,7%, que corresponde a mais 580 milhões de euros.

O rácio de transformação de depósitos em crédito líquido ascendeu 68,9%, significativamente abaixo do limiar máximo de transformação recomendado (120%), o que denota que o Crédito Agrícola “continua bastante confortável” com os seus níveis de liquidez, segundo as informações veiculadas.

Em relação à qualidade da carteira de crédito, o rácio de crédito vencido há mais de 90 dias, em junho de 2015, situou-se em 8,2% e o rácio de crédito em risco (calculado em termos da instrução Banco de Portugal) fixou-se em 12%. “A política de gestão sã e prudente seguida pelo grupo reflete-se no total de imparidades acumuladas, que cobriam mais de 127% do crédito vencido no final de junho deste ano, totalizando 897 milhões de euros (mais 105 milhões de euros face a Junho de 2014)”, refere o Crédito Agrícola no comunicado.

O rácio ‘Tier 1’ (medida usada pelas autoridades para avaliar o capital mais puro dos bancos) fixou-se em 13% (acima dos 8% recomendados).

As empresas do Crédito Agrícola, por sua vez, apresentaram um resultado positivo entre janeiro e junho deste ano. A CA Vida, seguradora que atua no ramo vida, apresentou um lucro de 900 mil euros no primeiro semestre deste ano. Já a CA Seguros, seguradora cuja atividade se centra no ramo não vida, lucrou 2,7 milhões de euros. Também a CA Gest (gestora de ativos) registou um lucro de 600 mil euros nos primeiros seis meses do ano.

O Crédito Agrícola, a única instituição financeira cooperativa em Portugal, é constituído por 82 Caixas de Crédito Agrícola Mútuo que, em conjunto, detêm 681 agências, o que o grupo afirma que lhe confere a terceira posição em termos de dimensão da rede de retalho bancário no país.

 

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